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Psicólogo: Odair J. Comin
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Transtorno Anti-Social |
O Transtorno de Personalidade Anti-Social, se caracteriza essencialmente por um padrão de comportamento de violação dos direitos alheios, invasivo e de desrespeito. Pode ser traduzido em agressões a pessoas ou mesmo animais, fraudes ou furtos, mentira, manipulação de pessoas e informações, destruição da propriedade alheia e inúmeras violações de regras sociais de cunho moral e ético. Esses comportamentos podem se iniciar já na fase de infância ou início da adolescência e se estender na fase adulta. Esse padrão que também é visto como psicopatia ou sociopatia, envolve a repetição e persistência dos comportamentos de violação em todos os aspectos. O indivíduo não se conforma em ter que seguir regras sociais e culturais. Com isso, comete delitos que são motivo de detenções, desrespeita desejos e sentimentos alheios, manipula afim de obter vantagens (dinheiro, poder, sexo). Pessoas com o transtorno, com frequência mentem, ludibriam ou fingem. São impulsivos, agem sem pensar nas consequências de seus atos, para si ou outrem, com isso mudam de emprego, de relacionamento ou de residência. Normalmente tem vida sexual promíscua e não conseguem se manter por muito tempo com um único parceiro, ou mantém vários de forma simultânea. São agressivos, usuários de substâncias danosas, e por vezes deixam de prover o sustento dos próprios filhos, negligenciando cuidados. Não sentem culpa por seus atos e são indiferentes. Os indivíduos com o transtorno, frequentemente não possuem empatia, ou seja, não conseguem se colocar no lugar do outro, por isso tendem a ser insensíveis, cínicos e desrespeitar os sentimentos e sofrimentos do outro. São altamente sedutores e exibem um encanto superficial, são bons com as palavras, capazes de impressionar. Por vezes, se apresentam tensos, ansiosos, disfóricos, intolerantes, humor deprimido, somatizações e tendência de serem jogadores patológicos. O diagnóstico deve ser dado a partir dos 18 anos, antes dessa idade pode estar enquadrado em outros critérios. O apoio familiar é importante, tanto para levá-lo a o tratamento, como para fornecer informações. Haja visto, os dados trazidos pelo paciente poderem não ser fidedignos, pela característica de mentir e enganar estar presente no indivíduo com o transtorno de personalidade anti-social. O tratamento deve envolver um acompanhamento psiquiátrico, tanto para o diagnóstico, quanto se necessário a medicação. A hipnoterapia terá sua parcela de colaboração principalmente nos casos mais leves do transtorno, na medida em que discute com o paciente seus comportamentos, buscando a transformação. Tanto por meio da palavra, quanto da técnica formal da hipnose. O objetivo é fornecer conteúdos que levarão o paciente a raciocinar de forma diferente, adquirindo novas aprendizagens para que haja uma mudança em seu comportamento. É necessário buscar as causas que levaram a esse transtorno e possibilitar novas experiências, mudando sua forma de viver e se relacionar consigo mesmo e com o mundo ao seu redor. rnando; tendo idéias mais claras de quem é e do mundo que o rodeia. |
| Odair J. Comin Psicólogo e Especialista em Hipnose |
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