A
Terapia Cognitiva é um sistema de psicoterapia, proposto
e desenvolvido por Aaron Beck e seus colaboradores,
que integra um modelo cognitivo de psicopatologia e
um conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas baseadas
diretamente nesse modelo. Seu modelo cientificamente
fundamentado, a eficácia comprovada através de estudos
empíricos e tempo curto e limitado lhe conferem a posição
de abordagem de escolha em vários países.
O cognitivismo baseia-se na hipótese de vulnerabilidade
cognitiva como um modelo de transtorno emocional. Vulnerabilidade
cognitiva refere-se à tendência de certos indivíduos
de cometer distorções sistemáticas ao processar informações,
distorções que os predispõem a transtornos emocionais.
Tem como princípio básico a proposição de que não é
uma situação que determina as emoções e comportamentos
de um indivíduo, mas sim suas cognições ou interpretações
a respeito dessa situação, as quais refletem formas
idiossincráticas de processar informação.
Com
base nesse princípio e na hipótese de primazia das cognições
proposta por Beck, em Terapia Cognitiva busca-se a reestruturação
cognitiva, a partir de uma conceituação cognitiva do paciente
e de seus problemas. Reestruturação cognitiva refere-se
à reestruturação do sistema de esquemas e crenças do paciente,
através da intervenção clínica, que, entre outras técnicas,
utiliza-se do questionamento socrático a fim de desafiar
esquemas e crenças disfuncionais, os quais, ao longo do
desenvolvimento do paciente, tornaram-se rígidos e supergeneralizados.
O processo terapêutico tem como objetivo devolver ao
paciente a flexibilidade cognitiva, através do desafio
de suas cognições, a fim de promover mudanças nas emoções
e comportamentos que as acompanham. Ao longo do processo
terapêutico, atua diretamente sobre o sistema de esquemas
e crenças do paciente a fim de promover sua reestruturação.
Em paralelo à reestruturação cognitiva, o terapeuta
cognitivo utiliza ainda uma abordagem de solução de
problemas.