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A
terapia breve é um modelo de tratamento, que tem como
objetivo agilizar o processo terapêutico. Não
é uma linha teórica da Psicologia, antes sim
uma estruturação que pode se encaixar em qualquer
uma das teorias. Muitos dos modelos psicológicos requerem
um período de tratamento longo, o que acaba por se
tornar oneroso ao paciente. Além de verem seus problemas
se arrastarem por longos períodos para serem solucionados.
A psicoterapia breve não deixa de estar de acordo com
a propria evolução humana. Vivemos em um tempo
onde as coisas acontecem de forma bastante rápida.
Estamos nos acostumando a agilidade; esperando resultados
e soluções rápidas.
A
terapia se torna breve pelo fato de ser focal. Focada em um
problema, buscando soluções para este em específico.
Como por exemplo, medo de lugares fechados (claustrofobia).
Levanta-se as informações referentes ao medo,
as posíveis causas e cria-se estratégias para
a solução. Normalmente o tempo de duração
da terapia gira em torno de 12 sessões. Muitos poderão
pensar que é algo superficial; a resposta é
sim e não. Profunda para o problema específico
e superficial para o resto. A profundidade de um proceso terapêutico
não depende da linha psicológica com que se
irá trabalhar, mas sim do tempo de duração.
Pode-se fazer tanto psicanálise, cognitiva ou hipnoterapia
e ser profundo ou superficial. As diferenças aparecem
na rapidez com que cada técnica consegue os resultados
no mesmo período de tempo. Portanto, mesmo uma terapia
breve pode ser profunda em vários sentidos, se formos
somando cada problema que vai sendo resolvido.
Com
a terapia breve é posível trabalhar qualquer
tipo de problema, visando remover os sintomas principais que
trazem sofrimento ao paciente. Dependendo dos recursos do
terapêuta e das técnicas que utiliza, pode se
aprofundar bastante nas causas e como se dá os mecanismos
que levam o paciente a apresentar tais sintomas; possibilitando
um tratamento efetivo dentro daquilo que o paciente busca
e espera. Por isso o terapeuta precisa estar sempre preparado
com diferentes ferramentas de trabalho e estudo, para que
desenvolva um olhar clínico bastante aguçado,
e uma boa capacidade de fazer um diagnóstico asertivo.
Há diferença entre os que possuem um microscópio
e os que têm apenas uma lupa. A brevidade e a profundidade
da terapia depende em muito do profissional e, claro, também
do engajamento do paciente em seu proceso de cura.
Odair J. Comin
Psicólogo e
Hipnoterapeuta
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