Delphos Instituto de Psicologia e Hipnose

T e m p l o  de   D e l p h o s 

            Estresse

O estresse funciona como um mecanismo de sobrevivência e adaptação...

HOME PSICOLOGIA HIPNOSE FILOTERAPIA CURRÍCULO FALE CONOSCO IMPRENSA CLÍNICA

 
 

O Prazer em Aprender

 
 

O prazer existe quando há uma descarga de sensações agradáveis no corpo. Sensações estas que são percebidas unicamente por cada indivíduo em especial. Prazer é ter sensações de bem estar, é envolvimento entre a situação, o objeto, ou alguém que é a causa desta sensação agradável. Cada um buscará dentro da sua própria realidade, situações que lhe dão prazer. estas que aos olhos alheios podem parecer normal ou absurda.

Aprender é associa ou articular novos pensamentos. É mudar de uma situação para outra. É a passagem do que antes era ignorado porque não se conhecia ou sabia, para a lucidez. Aprender é colocar luz onde antes havia apenas escuridão. Aprender é a possibilidade de tornar real a ponte entre a ignorância e o saber. Aprender é a eterna passagem entre o homem que nasce cheio de potencialidades e a concretização prática da potencia em ação.

Aprendemos a como aprender, aprendemos como ter prazer. Muitas dessas aprendizagens são explícitas, outras aprendemos sem perceber. Talvez um pai chegue para um filho dizendo: "filho, hoje vou lhe ensinar o que mais deixa o papai feliz, vou lhe ensinar a pescar. Vamos filho". Este pai leva o filho para um belo lago, onde sabe que é fácil pegar peixes, pensando nas várias possibilidades que estarão influenciando para uma boa pescaria, pois quer fazer bonito perto do filho. "Bom filho, primeiro você pega a isca e coloca no anzol, joga-o para o meio do lago e aguarda o peixe se fisgar, então você puxa. Veja como farei". O pai acaba por pegar um belo peixe. "Filho agora é a sua vez", fazendo com que o filho aprenda por ele mesmo. "Papai, papai, está puxando, acho que tem um peixe no anzol". "Puxe filho, realmente parece dos grandes". "Papai, peguei meu primeiro peixe!". "Ótimo filho, parabéns, você já é um pescador".

O que antes era uma possibilidade, agora torna-se realidade, e as chances deste aprendizado ter sido feito com prazer é muito grande, o que certamente resultará na continuidade desta ação e na continuidade do prazer em fazê-la. O pai cuidou dos detalhes, sabia o que estava fazendo, soube como ensinar e como motivar o filho. O pai deu motivos para que o filho se sentisse importante e feliz, que tivesse prazer toda a vez que fosse pescar, porque o aprendizado foi prazeroso e feito em um local adequado.

Diferente talvez de um pai que fale ao filho: "filho, você precisa aprender a dirigir. Sim porque todo homem que é homem deve saber dirigir. Mas você sabe que dirigir é uma grande responsabilidade. É preciso estar atento a tudo. Cuidar para não bater em nada e em ninguém. Olhar para todos os lados quando for passar por um cruzamento, porque nunca se sabe se um louco pode aparecer na sua frente. Deve estar atento em todas as placas de sinalização para não fazer besteira ou levar multa. Deve também ter cuidado ao estacionar, não pode ser muito perto da esquina, ou muito longe da guia ou em fila dupla e deve sempre ligar o alarme. Bom, depois que você senta no volante não há muito o que fazer. Tem o painel, mas isso você aprende com o tempo. Os três pedais que são embreagem, freio e acelerador. Tem o freio de mão. Luz alta, luz baixa, pisca alerta, seta para direita ou esquerda. Limpador de pára-brisa e algumas outras coisas que vai descobrir sozinho. No sábado te levo para te ensinar".

Talvez este filho de início fique apavorado com tanta informação, talvez entre em pânico assim que sentar no volante e lembrar de tudo o que o pai lhe disse. Talvez fique paralisado, talvez o pai insista. Talvez crie um trauma só de pensar na idéia de ter que dirigir. Talvez aprenda com a insistência do pai, e toda vez que precisar dirigir será uma tortura, será doloroso. Além da ameaça do pai, de que se não dirigir não será homem. Talvez faça para agradar ao pai, não por prazer.

Tanto um caso quanto o outro são comuns. Pais, professores, irmãos, avós, tios, amigos. Todos sempre tem algo a ensinar, todos com formas diferentes. Da forma mais fácil a mais difícil. Da mais dolorosa a mais prazerosa. Para ensinar da forma que o outro aprenda com prazer é preciso respeitar e perceber que cada um tem um tempo de assimilação. Ensinar com prazer é dar a possibilidade de escolha, é proporcionar um bom ambiente para a aprendizagem, é medir as consequências, é buscar sempre a melhor forma de ensinar.

Odair J. Comin
Psicólogo e
Hipnoterapeuta

                                                                                        

                 Copyright © Delphos Instituto de Psicologia e Hipnose