Motivação
significa dar um motivo que leve a uma ação. Esta ação
é motivada por sentimentos que levam o indivíduo a sentir-se
bem, ou até mesmo uma neutralidade, como cumprir uma
formalidade ou regra da boa educação. Para sentir-se
bem, de alguma forma é necessário que a ação leve a
uma sensação de prazer. Prazer esse que pode "ser
mantido, aumentado ou buscado" (Galvão, 2002) na
medida em que não se tem prazer. Entretanto além do
prazer existe a dor, que também pode servir de motivação.
Se estamos com dor podemos procurar "diminuí-la,
buscar sua extinção ou mesmo evitá-la" (Galvão,
2002). Todavia existem aqueles que podem até mesmo buscar
dor, talvez não seja a dor pela dor, mas sim uma dor
ou sofrimento que posteriormente possa lhe trazer algum
tipo de prazer, como a purificação para os religiosos.
Trazendo
à luz essas possibilidades de motivação, principalmente
dor e prazer e suas variações, podemos fazer inúmeras
combinações para nos motivar e motivarmos o outro ou
uma equipe. Para isso é necessário que busquemos nosso
auto-conhecimento, descobrindo o que já nos motivou
e porque nos motivava? O que nos motiva hoje? Porque
de repente perdemos a motivação por algo ou alguém como:
namorada, esposa ou marido, trabalho e outros? As vezes
o automatismo nos cega e já não mais damos valor a algo
que antes dávamos, perdendo então a motivação por este
algo. Entretanto quando este algo é perdido, sentimos
falta. Portanto quando nos falta motivação, podemos
deixar de ganhar, é importante fazermos uma retrospectiva
das experiências passadas e averiguar cuidadosamente
o que deixamos de prestar atenção, bem como buscar no
novo algo que nos motive.
O
princípio funciona tanto para si mesmo, como para o
outro. Na medida em que uma mãe vai conhecendo seu filho
e suas motivações, fica mais fácil ter uma visão mais
ampla de como educá-lo, com mais eficácia e mais influência.
Porém é necessário usar o bom senso, sem agir de má
fé e manipular o outro, neste caso é anti-ético em qualquer
esfera de relacionamento. Entre pessoas que desejam
o bem mútuo, está é uma ótima ferramenta, tanto para
conquista, como para perpetuação de relacionamentos.
Descobrir o que gosta e o que o outro gosta, eis aqui
a chave para motivar-se e motivar alguém. Fazer o que
se gosta, o que se quer respeitando a si mesmo e as
pessoas do seu meio. A relação do ganha-ganha é sempre
recomendado para se manter bons relacionamentos.
Saindo
do campo pessoal, o profissional é onde o termo motivação
ganha pompas de realeza. É a palavra de ordem. Funcionário
desmotivado é visto com maus olhos. O que as vezes
as empresas e os líderes esquecem é que cada pessoa
se move por motivos diferentes, e a motivação acaba
sendo genérica e não específica como deveria ser. Esquecem
que um grupo é formado por indivíduos. É necessário
sim, quando se trata de grupo generalizar partindo do
específico. Ouvir o que motiva cada funcionário, quais
são seus gostos e o que é necessário que este indivíduo
especificamente precisa ouvir para sentir-se motivado
e produzir. Porém não dá para esperar sempre do outro,
é necessário buscar sua auto-motivação, conscientize-se
do que te faz mover, cerque sua vida de bons motivos,
tanto em termos pessoais como profissionais. Exerça
a atividade de viver motivado e com prazer.
Odair
J. Comin
Psicólogo e
Hipnoterapeuta