Nossa
mente na maioria das vezes, acaba escolhendo o caminho
mais fácil. No início, quando temos um cérebro quase
que totalmente "em branco", a realidade começa
a imprimir seus conteúdos. Apreendemos, associamos e
articulamos o mundo do qual entramos em contato através
dos fatos e acontecimentos. Vamos crescendo e a cada
momento temos acesso a novas informações e experiências.
Nossos
novos pensamentos são associados e articulados através
do que um dia já foi pensado e vivido. Pouco temos de
absolutamente novo. Quando passamos por uma nova experiência,
nossa mente se encarrega de buscar alguma semelhança
de algo que já ocorreu no passado. Isso servirá tanto
para nos deixar mais tranqüilizados como em pânico,
caso experiência semelhantes tenham causado mal estar.
Neste caso a mente busca o que foi mais forte, o que
teve mais emoção ou descarga maior de adrenalina, serotonina
ou outros hormônios que causam impactos no corpo quando
tem um aumento na produção, e por isso mais fácil de
ser lembrado.
Se
no passado, depois de uma enxaqueca insistente descobriu-se
um tumor, e mediante cirurgia foi extirpado. No presente
uma dor de cabeça qualquer pode dar o efeito de um alarme
de incêndio, e o desespero tomar conta. Se um individuo
sofreu um atentado, uma bomba explodiu no local onde
um dia almoçava, talvez agora o simples barulho de um
prato quebrando no chão poderá disparar um alarme e
a pessoa ficar desesperada. Estes são possíveis causas
de um stress pós-traumático. Contudo, o contrário também
é verdadeiro. Quando o indivíduo passar por uma boa
experiência e naquele momento sentir-se muito bem, quando
uma situação semelhante acontecer, poderá sentir-se
da mesma forma que anteriormente.
Nossas
glândulas secretam diferentes líquidos para que um alimento
seja digerido, só em pensar que vamos comer uma maçã,
nosso corpo já começa a se preparar para sua digestão,
líquidos específicos começam a serem secretados, pois
se em outros momentos já comemos uma maçã, nossa mente
já possuí a informação sobre esta fruta. Quando é pela
primeira vez que vamos comer algo, o cérebro procura
em seus "arquivos" algo semelhante para secretar,
depois de algumas vezes já estará adaptado e produzirá
aquela enzima específica. Portanto, buscando sempre
o caminho mais fácil. A todo momento o presente lança
anzóis no passado, e na maioria das vezes fisga os peixes
maiores, mais fortes e semelhantes àqueles já pescados
naquele local. É preciso estar atento para evitar trazer
à tona situações que poderão lhe causar mal estar, e
associar-se a situações de bem estar.
Odair
J. Comin
Psicólogo e
Hipnoterapeuta