A
Logoterapia foi criada por Viktor Emil Frankl, que foi
o primeiro psicólogo a viver num campo de concentração
e a sobreviver. A Logoterapia nasce em meio ao seu trabalho
num campo de concentração em benefício dos aprisionados
e mediante a vivência do seu criador, o qual viu morrer
seu pai, sua mãe e irmãos e Tilly, sua esposa, com a
qual só pôde viver poucos meses.
A
Logoterapia é a psicoterapia que se concebe através
da busca do sentido vital (Logos é sentido e terapia
é cura). Ela não é a procura de “um”, mas a procura
“do” sentido, porque não se trata de inventar um sentido.
Ele já existe e nossa tarefa é encontrá-lo. Segundo
a Logoterapia, essa busca é uma vocação, um apelo, uma
espécie de chamamento que nasce do íntimo de cada ser
humano, porque é na intimidade de cada um que ele está
plantado.
É
uma ciência que acredita que o homem, por ser consciente
é livre, é incondicionado, contrariamente à crença dos
comportamentalistas, que acreditam no homem como fruto
do meio. Crê que o homem é um ser espiritual (bio-psico-sócio-espiritual)
e a pessoa humana tem vocação para a liberdade e que,
por ter consciência de sua responsabilidade para com
a vida, deve ser tratada como capaz de ser livre, de
pilotar seu destino nas condições mais adversas.
A
Logoterapia inova por trazer a dimensão noética ou espiritual
humana para a compreensão do homem e se utiliza de três
elementos disciplinares essenciais: “liberdade da vontade”,
“vontade de sentido” e o “sentido da vida”. Busca auxiliar
as respostas para questionamentos como: O que você está
fazendo de sua vida? Falta concluir alguma coisa? O
que está fazendo para concluí-la? Será que o tempo será
suficiente?
A
Logoterapia, como psicoterapia existencial, busca compreender,
junto ao homem que foi atirado no mundo, o conflito
existencial perante as suas preocupações básicas: a
morte, a liberdade, o isolamento e a falta de um sentido
para a vida. A Logoterapia é a única forma de análise
existencial que, além de ter uma filosofia humanista,
utiliza algumas técnicas clínicas para atuação prática
que são: intenção paradoxal, derreflexão, apelação,
diálogo socrático e denominador comum.