No
momento em que uma cirurgia é marcada, começam a ser
desencadeados diferentes processos mentais, e isso dependerá
de cada indivíduo e da gravidade da cirurgia em si. Um dos
processos é a ansiedade, ou seja, um medo desse futuro
incerto que não tem-se nenhum controle, e o máximo a fazer
é confiar na equipe médica. Outro, é a angústia
desencadeada internamente, um medo que não se sabe exatamente
de onde vem, apenas é sentido como um vazio. Provavelmente venha
de crenças internas que não estão conscientes, são
processos não percebidos ou inconscientes que desconhecemos e
que nos provoca tal sentimento. Mesmo porque qualquer cirurgia
pode oferecer riscos.
Em
nossa mente pode-se travar um duelo entre expectativa versus
realidade. Por um lado, a expectativa que pode ser de um quadro
em que venha a sentir muita dor durante o processo de
cirurgia. Por outro lado, a própria realidade que será dolorosa ou
talvez não. A espera de
que algo ruim aconteça, pode agravar ainda mais a situação,
do contrário, o indivíduo pode ir mais fortalecido para a
cirurgia. Também é fator importante, se a pessoa já passou
por outras cirurgia, e seu estado atual terá muita relação
com o anterior, positivo ou negativo.
A
hipnose pode seu um ótimo mediador desses conflitos internos,
buscando uma solução mais saudável, proporcionando um fortalecimento
do paciente, para que possa ultrapassar essa ponte, entre a
pré-cirurgia e o ato cirúrgico em si com sucesso. É claro
que é preciso levar em consideração um medo real de que, o que pode estar em jogo é a própria
vida do paciente. A hipnose terá resultados tanto no manejo da ansiedade
e da angústia, assim como das expectativas e da realidade. O
objetivo é possibilitar àquele que sofre com essa situação, um
conhecimento maior de seus processos internos e a busca do equilíbrio,
processos estes condizentes com a realidade, além de
possibilitar o fortalecimento de si
mesmo.
Odair
J. Comin
Psicólogo e
Hipnoterapeuta
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