O
Transtorno de Pânico é diagnosticado na medida
em que há o aparecimento de ataques de pânico inesperados
e freqüentes, e por uma preocupação excessiva de que
a qualquer momento o indivíduo terá um novo ataque.
O paciente também se preocupa de forma exacerbada, com
as conseqüências acerca do ataque de pânico para a sua
vida, assim como a alteração típicas no comportamento,
que ficam diretamente relacionadas ao ataque.
Os
ataques de pânico normalmente são inesperados, na medida em que
não há um estimulador ou ativador do ataque, como ver uma barata
ou aranha, levando o indivíduo inevitavelmente ao pânico. No caso
de ser inesperado, o ataque "vem do nada", e de forma
recorrente, com intervalos que variam de dias, semanas ou meses.
Para o diagnóstico o pânico deverá ocorrer por pelo menos duas ou
mais vezes.
A
pessoa com transtorno de pânico também tem outras distorções da
realidade, além do medo que é irreal. Mesmo com exames médicos,
acreditam ter uma doença que os ameaça a vida; acreditam que
estão "ficando loucos"; perdendo o controle de si mesmos;
muitas vezes pedem demissão no trabalho; desfazem namoros ou
casamentos, ou seja, mudam drasticamente seus comportamentos.
Verifica-se
também um significativo aumentos nos níveis de ansiedade e
comportam-se de forma mais apreensiva quanto aos resultados de
atividades diárias. O paciente normalmente faz previsões
catastróficas sobre o futuro, de uma leve dor de cabeça, torna-se
em um tumor cerebral, de uma pequena briga de casal, leva-o a pensar
na separação.
As
causas são diversas dependendo de como cada indivíduo age,
interage e assimila o meio onde vive. pode estar ligado a fatores
emocionais, como a perda de pessoas importantes, o rompimento de
relacionamentos, a saída da casa dos pais para viver sozinho por
diferentes motivos. Outro fator pode estar ligado a experiências de
desmoralização, vergonha, humilhação, desprezo ou mesmo
infelicidade, sentidos em qualquer tipo de relação, seja ela
pessoal ou profissional. A depressão também pode anteceder o
pânico, todavia na maioria das vezes, é o transtorno de pânico
que leva à depressão.
O
tratamento com hipnose normalmente é feito em conjunto com um
psiquiatra, pois muitas vezes, apenas com o remédio consegue-se um
controle para que a hipnoterapia seja feita e obtenha resultados, em
outros casos apenas a terapia é suficiente. Em nível psíquico a
hipnose busca-se uma maior conscientização da realidade, e a busca
da causa do pânico para agir nesta, trazendo uma ressignificação
e solução do problema, para um viver mais tranquilo.
Odair
J. Comin
Psicólogo e
Hipnoterapeuta
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