O
Transtorno de despersonalização se caracteriza por
uma alteração na percepção de si mesmo. Dá a impressão
de que o indivíduo está separado do próprio corpo, agindo
como se não controlasse a si mesmo, ou agisse de forma
automática, chegando a pensar que tudo aquilo que está
vivendo não é real, e sim um sonho. O estranhamento pode ser
do corpo como um todo, ou mesmo de partes específicas, além
do próprio pensamento, como se não fosse seu.
Freqüentemente
a despersonalização provoca no indivíduo um alto grau de
ansiedade, depressão e ataques de pânico, estas justificadas
pelos sintomas. Há uma sensação de irrealidade do próprio
corpo, como se este não fosse seu, e por haver esta
percepção, o indivíduo acaba por abandonar ou distanciar-se
de si mesmo, isso ocorrendo de forma bastante freqüente.
A pessoa acaba por sentir-se como um espectador da própria
vida, como se estivesse assistindo a um filme.
Devido
ao fato da pessoa não reconhecer o próprio corpo como seu,
existe uma certa anestesia sensorial, ou seja, não sente o
corpo ou partes dele. Tem uma lentificação nas respostas,
seja nos processos mentais do raciocínio, da fala, ou nas
ações que não acontecem com sua vontade, dando a sensação
de um controle externo. Normalmente essas percepções são
conscientes, ou seja, o paciente sabe que isso é apenas uma
sensação, que não é real, porém não consegue ver de uma
forma diferente.
É
necessário fazer um diagnóstico preciso, para que este
transtorno não seja confundido com outros. Isso se deve ao
fato de que estes sintomas podem estar associados a outros
transtornos emocionais ou mentais como a esquizofrenia. As
características citadas devem causar intenso sofrimento ou
mesmo prejuízo no funcionamento do indivíduo como um
todo. Com um diagnóstico, por meio da hipnose,
procura-se integrar novamente este paciente dentro da sua
realidade. No trabalho com o paciente, busca-se as causas do
transtorno, trazendo à luz um entendimento do porque do
transtorno, com isso o paciente poderá aos poucos ir se
integrando, se auto-governando, ou seja, tendo idéias mais
claras de quem é e do mundo que o rodeia.
Odair
J. Comin
Psicólogo e
Hipnoterapeuta
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