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Hipnose
pode impulsionar o sucesso na fertilização
in vitro
Pesquisadores
de Israel anunciaram que mulheres que são hipnotizadas
antes de se submeterem à transferência
de um embrião criado através do processo
da fertilização in vitro podem ter maior
tendência a contrair gravidez.
O Dr. Eliahu Levitas e seus colaboradores do Centro
Médico da Universidade de Soroka, na cidade de
Beer Sheva, em Israel, concluíram que cerca de
60 por cento de um grupo de mulheres que foram hipnotizadas
durante o procedimento ficaram grávidas, em comparação
com cerca de 30 por cento de um grupo de mulheres que
não foram hipnotizadas.
De acordo com a publicação do periódico
Fertility and Sterility, muitos especialistas em esterilidade
consideram a transferência de um embrião
para o útero de uma mulher como o evento chave
que determina se a fertilização in vitro
terá sucesso ou não. Durante a transferência
do embrião, as mulheres podem ficar estressadas
com receio de que o tratamento poderá falhar
ou que a transferência em si será dolorosa,
explicam os pesquisadores.
A hipnose tem sido demonstrada como um meio eficaz de
redução de stress durante muitos tipos
de procedimentos cirúrgicos, além de poder
reduzir a dor durante e depois das cirurgias. Para investigar
se esta técnica poderia ser de auxílio
às pacientes que se submetem a fertilização
in vitro, os pesquisadores designaram 89 casais que
passaram por 98 ciclos de tratamento com hipnose, e
compararam os resultados com aqueles de 96 casais que
que passaram por 96 ciclos de tratamento, porém
sem o uso da hipnose.
As mulheres do grupo da hipnose eram atendidas por um
médico hipnotista que pedia que escolhessem uma
experiência passada "muito agradável"
para pensar durante a transferência do embrião.
As pacientes eram hipnotizadas antes da transferência
e a elas era feita a sugestão de que comparassem
o procedimento "com a recepção de
hóspedes muito bem vindos e há muito esperados".
Depois que a mulher estava em estado de transe hipnótico
por dez minutos, os médicos iniciavam a transferência.
Ao final do procedimento e antes que as pacientes fossem
retiradas do estado hipnótico, instruções
eram dadas com o objetivo de ajudar que se sentissem
calmas, relaxadas e otimistas.
No grupo da hipnose ocorreram 52 gestações,
para uma taxa de gestação de 58.4 por
cento por paciente e 53 por cento por ciclo. No grupo
de procedimento normal, ocorreram 29 gestações,
para uma taxa de gestação por paciente
e por ciclo de 30.2 por cento.
O Dr. Levitas e seus colaboradores presumem que a hipnose
ajudou o útero a permanecer relaxado, permitindo
ao embrião implantar-se mais facilmente. É
possível também, afirmam, que a hipnose
tenha produzido mudanças nas funções
imunes ou hormonais do útero resultando numa
"melhora da interação entre a blástula
e o endométrio," ou o revestimento interno
do útero.
Apesar de que os pesquisadores se esforçaram
para fazer com que os grupos da hipnose e da não
hipnose fossem similares, o grupo que não recebeu
hipnose estava infértil, em média, por
um período mais longo. Levitas e sua equipe realizaram
análise estatística para considerarem
este fato, chegando à conclusão de que
a hipnose permaneceu como o fator chave no sucesso da
gestação. Eles convidam outros pesquisadores
a realizarem estudos adicionais a fim de confirmar suas
conclusões.
Fonte:
reuters.com
Tradução: sbhh
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