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Um estudo excitante foi publicado no periódico The Journal of Neuroscience, documentando a liberação no cérebro de analgésicos naturais (opiáceos) baseados apenas na crença, ou atitude mental, do paciente — a primeira prova quantificável e publicada de que de fato a mente controla a matéria.

O alívio da dor pode ser apenas uma questão da mente controlando a matéria. De acordo com uma nova pesquisa, a crença de que uma pílula aliviará a dor é o suficiente para fazer com que o cérebro libere seus próprios analgésicos naturais. A descoberta é a primeira evidência direta de que os químicos que funcionam como analgésicos produzidos pelo cérebro, as endorfinas, desempenham um papel no fenômeno conhecido como o "efeito placebo" — e que esta resposta corresponde com uma redução nas percepções de dor. "Isto nos diz que os placebos são poderosos," disse o principal autor do estudo, o Dr. Jon-Kar Zubieta, professor associado de psiquiatria e radiologia da Universidade de Michigan. "Quando existe uma crença de que algo possa acontecer, esta crença na realidade ativa sistemas no cérebro que modificam diretamente a experiência. Se você toma um remédio e acredita que ele é ativo, o remédio em si pode não estar fazendo muito."


O estudo foi publicado na edição do dia 24 de agosto do periódico Journal of Neuroscience. "Nós examinamos a resposta dos sistemas de controle da dor no cérebro," disse Zubieta. "Observamos que quando acreditava-se que um placebo era um agente agonístico, este era capaz de melhorar a liberação destes opióides endógenos analgésicos." Para o estudo, a equipe de Zubieta induziu dor ao injetar uma solução de água salina concentrada nos maxilares de 14 homens jovens e saudáveis que concordaram com o experimento. As injeções foram administradas enquanto os indivíduos se submetiam a tomografias (positron emission tomography — PET). Durante uma dessas tomografias, era dito aos indivíduos que eles receberiam remédios contra a dor. Em vez disso, davam-lhes placebo. Então, a cada 15 segundos durante as tomografias subsequentes, pediam-lhes para classificar a intensidade da dor que sentiam numa escala de 0 a 100. Após o experimento, eles forneciam classificações da dor mais detalhadas.


Os pesquisadores descobriram que depois de dizer aos indivíduos que tomariam o placebo, aumentava a quantidade de água salina concentrada necessária para manter a dor. Isto indicava que a sensitividade à dor havia sido reduzida. Portanto, o fato de pensar que iriam tomar um analgésico permitia que os participantes tolerassem mais a dor. Os pesquisadores foram capazes de demonstrar o poder do efeito placebo: "Houve mais alívio em resposta a esta medicação sem efeito como uma função da crença," afirmou Zubieta. "De fato, em algumas áreas do cérebro a liberação teve relação com o quanto eles acreditavam que o remédio seria eficaz".


Zubieta acredita que estas descobertas nos informam sobre como os seres humanos funcionam. "Compreender estas conexões mente-corpo são importantes," disse. "Existem muitos tratamentos médicos que acreditamos ser eficazes mas que na realidade podem não ser mais eficazes do que placebo". "Explorar o poder do efeito placebo pode resultar em aplicações terapêuticas positivas. É desejável melhorar o efeito placebo sob certas circunstâncias", disse. "E sob outras circunstâncias é desejável reduzi-lo — tal como num teste clínico".

 

Fonte: healthcentral.com
Tradução: sbhh

 

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