A
auto-estima, significa o quanto a pessoa se estima,
quanto amor tem a si mesma, quanto amor próprio possui,
como ela vê sua imagem, alguém feliz ou triste, feia
ou bonita, como se auto-avalia, capaz ou incapaz, de
sucesso ou insucesso.
A
baixa auto-estima vem principalmente da crença de que
não se pode errar. Muitos pacientes apresentam pensamentos
de que não são capazes e que nunca serão como as outras
pessoas, por ele consideradas melhores.
O
quanto o indivíduo ama a si mesmo determinará em muito
a sua forma de portar-se frente ao mundo, perante a
si mesmo e as outras pessoas. Determinará o quão forte
será, o quanto suas próprias idéias, pensamentos e sentimentos
o conduzem, o fazem se mover em busca de seus objetivos,
e o quanto os outros influenciam de uma maneira negativa
ou positiva em sua vida , e as implicações dessas assimilações.
"Não importa se a auto-estima provém de virtudes
reais ou imaginárias" (Galvão, B. V.,2002), por
exemplo, não importa se a pessoa é corajosa ou não,
se ela acreditar que é, já será o suficiente para sua
auto-estima se elevar.
A
cultura social e principalmente religiosa enfatiza e
pode nos levar a agir muito direcionado ao "próximo",
dando-lhe um valor muito grande, podendo influenciar
em nossas atitudes e pensamentos em detrimento do eu.
Sem dúvida, é importante respeitar o outro, fazer a
ele o "bem", amá-lo, aceitá-lo como é, e ouví-lo,
porém deve-se ter a justa medida, o equilíbrio para
que o eu não seja suplantado. Fazer ou sacrificar-se
pelo outro e esquecer de si mesmo não é saudável. As
vezes a pessoa é tão influenciada a ponto de perder
sua própria identidade (quando percebe que tem uma),
ou camuflando a que tem. Quando se estima ou se ama
apenas o que o outro tem ou é, não olhando a si mesmo,
a probabilidade de decepções são grandes. Não conseguir
perceber coisas boas em si poderá resultar numa baixa
auto-estima.
Trabalhando com a hipnose e alguns conteúdos advindos
da filosofia, pode-se desenvolver no indivíduo (paciente),
pensamentos direcionados a valores morais, afetivos,
virtudes humanas entre outros. Dando-lhe condições da
busca de si, do que gosta, o que lhe faz bem, e até
mesmo pensar sobre o porque de certas escolhas, transformando
dificuldades em possibilidades.
Quanto
mais coisas nos fazem bem e nos dão prazer, ou seja,
fatos que nos causam impactos positivos, maior será
a probabilidade de sermos felizes e termos uma auto-estima
elevada.
Odair J.
Comin
Psicólogo e
Hipnoterapeuta
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