O Transtorno de Personalidade Anti-Social, se
caracteriza essencialmente por um padrão de comportamento de
violação dos direitos alheios, invasivo e de desrespeito.
Pode ser traduzido em agressões a pessoas ou mesmo animais,
fraudes ou furtos, mentira, manipulação de pessoas e
informações, destruição da propriedade alheia e inúmeras
violações de regras sociais de cunho moral e ético. Esses
comportamentos podem se iniciar já na fase de infância ou
início da adolescência e se estender na fase adulta.
Esse
padrão que também é visto como psicopatia ou sociopatia, e
envolve a repetição e persistência dos comportamentos de
violação em todos os aspectos. O indivíduo não se conforma
em ter que seguir regras sociais e culturais. Com isso,
cometem delitos que são motivo de detenções, desrespeitam
desejos e sentimentos alheios, manipulam afim de obter
vantagens próprias (dinheiro, poder, sexo), com freqüência
mentem, ludibriam ou fingem, são muito impulsivos, agem sem
pensar nas conseqüências de seus atos, para si ou outrem,
com isso mudam de emprego, de relacionamento ou de
residência. Normalmente tem vida sexual promíscua e não
conseguem se manter por muito tempo com um único parceiro, ou
permanece com vários ao mesmo tempo. São agressivos, são
usuários de substâncias danosas, e por vezes deixam de
prover o sustento dos próprios filhos, negligenciando
cuidados. Sentem pouco remorso por seus atos e são indiferentes.
Os
indivíduos com o transtorno, freqüentemente não possuem
empatia, ou seja, não conseguem se colocar no lugar do outro,
por isso tendem a ser insensíveis, cínicos e desrespeitar os
sentimentos e sofrimentos dos outros. São altamente sedutores
e exibem um encanto superficial e são bons com as palavras,
capazes de impressionar. São pessoas que podem explorar seus
relacionamentos sexuais e dificilmente se mantém
monogâmicos. Por vezes, se apresentam tensos, ansiosos,
disfóricos, intolerantes, humor deprimido, somatizações e
tendência de serem jogadores patológicos. O diagnóstico
deve ser dado a partir dos 18 anos, antes dessa idade pode
estar enquadrado em outros critérios, e deve contar com a
ajuda de familiares tanto para levá-lo a um tratamento, como
para fornecer informações, pois apenas os dados trazidos
pelo paciente podem não ser fidedignos, haja visto a
característica de mentir e enganar estar presente no
indivíduo com o transtorno de personalidade anti-social.
O
tratamento deve envolver um acompanhamento psiquiátrico,
tanto para o diagnóstico, quanto se necessário a medicação.
A hipnoterapia terá sua parcela de colaboração
principalmente nos casos mais leves do transtorno, na medida
em que discute com o paciente seus comportamentos, buscando a
transformação. Tanto por meio da palavra, quanto da técnica
formal da hipnose, para neste momento possibilitar a
comunicação de conteúdos que levarão o paciente a
raciocinar de forma diferente, adquirindo novas aprendizagens
para que haja uma mudança em seu comportamento. É
necessário buscar as causas que levaram a esse transtorno e
possibilitar novas experiências, mudando sua forma de viver e
se relacionar consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.
Odair
J. Comin
Psicólogo e
Hipnoterapeuta
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