Foi
uma palestra no melhor estilo zen, que incluiu até uma
breve sessão de relaxamento com a participação de toda
a platéia. O pediatra Michael Light, da Universidade
de San Diego, na Califórnia, defendeu o uso de terapias
alternativas para amenizar os sintomas da asma. Ao longo
de três horas de explanação, ele falou sobre os bons
resultados de métodos como a hipnose, a acupuntura,
as massagens e as técnicas de respiração profunda para
tratar esse mal que, só nos Estados Unidos, atinge 5
milhões de crianças com menos de 15 anos – sendo 1,
3 milhões abaixo de 5 anos.
Ele
também destacou o papel da alimentação para controlar
a doença. "Segundo vários estudos, as crianças
que comem peixe uma vez por semana apresentam 30% menos
chances de ter uma crise asmática", conta. O médico
acredita ser fundamental o consumo de nutrientes considerados
antioxidantes, encontrados em pratos ricos nas vitaminas
A, C e E e nos minerais zinco e selenio. "Eles
protegem os pulmões", garante.
De
acordo com Light, uma das terapias que mais dão certo
no tratamento das crianças asmáticas e a hipnose. "Conforme
demonstraram vários estudos, com sessões de hipnose
esses garotos conseguem relaxar e, daí, passam a respirar
melhor", informa.
As
massagens também parecem produzir um bom efeito. Light
mencionou um trabalho recente em que 32 crianças com
asma, com idades entre 4 e 14 anos, se submeteram a
massagens terapêuticas durante 30 dias, todas as noites.
Depois desse mês, todas apresentaram níveis menores
de ansiedade e tinham incrementado sua capacidade pulmonar.
O mais curioso é que a resposta não foi tão boa na meninada
mais velha. Quanto menor a criança, parece, melhores
os resultados.
Apesar
de acreditar nos benefícios dos métodos alternativos,
Light reconhece que são necessárias pesquisas mais detalhadas
sobre seu impacto nos casos de asma. "Diante do
crescente interesse da população por essas terapias,
torna-se urgente a realização de trabalhos capazes de
analisar suas vantagens como método complementar de
tratamento."
Fonte:
Revista Saúde!
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