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Controle e Hipnose

 
 

A palavra hipnose foi criada por James Bread no século 18. A raiz da palavra tem origem no grego, Hypnos deus do sono. Portanto a hipnose inicialmente era considerada semelhante ao sono, mesmo na antiga Grécia e início da era cristã usava-se o termo “sono de incubação”, para definir os possíveis estados de transe onde eram operadas diferentes curas. Portanto, durante séculos a hipnose foi associada às curas, porém com outros nomes. Logo depois de criar o termo hipnose, Bread arrependeu-se, pois descobriu que este é um estado muito diferente do dormir, mas sim outro fenômeno da mente alcançado pela sugestão e por isso ficou conhecida como um estado em que o hipnotizador está no controle da situação e o hipnotizado sob o controle dele.

Estando a hipnose associada ao controle, isso dá ao hipnoterapeuta um poder que muitas vezes vai além dos princípios morais. Alguém que pode dominar, e entrar na mente das pessoas. Esse conceito nasceu da forma considerada clássica de ver a hipnose, onde o hipnoterapeuta se coloca como “superior”, acima do paciente. Esta postura era considerada correta nos séculos 18 e 19 e mesmo início do século 20. Com o desenvolvimento da hipnose moderna por Milton H. Erickson (1901 – 1979), esse conceito ganhou uma nova roupagem, Erickson desenvolver uma forma mais elegância de fazer hipnose, uma psicoterapia sob medida para cada paciente especificamente, levando em consideração sua realidade individual e buscando através de uma comunicação eficiente, novas aprendizagens e conseqüentemente mudanças, da qual o próprio paciente faz parte. 

Desta forma, inversamente ao que se acreditava no passado trazendo à luz modernos conceitos de hipnose e transe, não há talvez um momento em que o indivíduo tenha mais controle do que em estados de transe e hipnose. O  transe é um estado em que a atividade psíquica recebe um direcionamento específico e intensificado, portanto é um momento em que o paciente está com seus 5 sentidos mais aguçados, tanto que desenvolve os fenômenos da hipnose. Pela intensificação dos seus sentidos é que podemos dizer que o paciente tem um controle maior sobre si mesmo. Tem a possibilidade, de tanto com a comunicação do hipnoterapeuta como a própria comunicação articular novas formas de pensar e sentir, levando-se à novas aprendizagens e mudanças almejadas. 

Odair J. Comin
Psicólogo e
Hipnoterapeuta

 

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